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Karla Reis

Eu, minhas idéias, devaneios, divagações e mais alguma coisa

Karla Reis

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Se tiver alguma curiosidade é só perguntar.
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LEITURAS (QUASE) DIÁRIAS
LIVROS QUE LI E RECOMENDO
November 18

Um sentido

(Karla Reis - 22/09/2004)
 
Há um vazio onde ecoam os sentimentos.
Todos aqueles que fazemos questão de esquecer e que são os mesmos a aparecer, que molham a nossa face e embargam nossa voz.
Aqueles que nos trazem as dores escondidas que o tempo tentou apagar.
De repente surgem todas e nos deixam como crianças carentes, desarmadas para o jogo da vida.
Apesar de todos sermos inocentes, pagamos um alto preço, às vezes o do desprezo, às vezes o do esquecimento.
Nos encontramos despidos de nós mesmos e de tudo o que tentamos construir, e procuramos, mesmo sem nunca encontrarmos, as respostas de tantas dúvidas.
Talvez, até mesmo, porque nós mesmos as tenhamos guardadas em algum lugar secreto, do qual jogamos a chave fora.
Será para que não nos machuquemos mais? Ou será que é para não machucarmos?
Quem saberá explicar?
Por enquanto continuo assim, até que a vida me descubra novamente.
July 29

A Estrela

 

A Estrela

(Manoel Bandeira)

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.


Este poema remete-me à infância. Lembro que o li no livro de português da 4ª série, quando tinha 9 ou 10 anos, e que nunca mais o esqueci.

Poema antigo que tocou uma criança, e que até hoje povoa os ecos desta memória melancólica...

 

 

June 12

Autismo

 CONSTRUINDO PONTES: MINHA HISTÓRIA

 

(William Rice)

 

    Desde o dia em que comecei minha vida escolar dei-me conta de que era diferente (...) Meu isolamento social era evidente desde cedo.

    As dificuldades que tive para relacionar-me com os outros eram interpretadas pelos médicos como "é tímido, tem pouca segurança; não se preocupem, é uma fase, crescerá e mudará". Quando disse aos médicos e nutricionistas que só podia comer certas comidas pois minha língua era extremamente sensível, só encontrei descrédito. Disseram-me que estava passando uma fase e que mudaria.

    Depois de 7 anos de relativa segurança na educação primária, a secundária foi uma experiência horrorosa e me provocou uma grande depressão, com numerosos pensamentos de suicídio. Ajuda-me, rogava, ajuda-me!. A resposta foram os tranqüilizantes. Tratando os sintomas mas, como sempre, ignorando a causa e evitando escutar o que dizia.

    (...) Senti-me completamente alienado durante minha estada na universidade. Todos tinham suas vidas e eu não tinha nada.

    (...) O filme "Rain Man", transmitido pela televisão um pouco antes de terminar a Universidade, deixou-me pensando se eu não seria autista. Foi como olhar para um espelho. Pude ver muito de mim em Dustin Hoffman . Disse a mim mesmo que minhas dificuldades não eram tão graves e que não poderia ser autista. (...) Li mais adiante sobre autismo e me dei conta então de que minhas dificuldades tinham uma explicação: autismo.

    Os quatro anos seguintes entre a Universidade e meu diagnóstico foram um exercício de sobrevivência;  (...) Finalmente, em novembro de 1996, depois de meu 25º aniversário tive a resposta que esperava: era autista.

    Pela primeira vez em anos, tive esperança. Com o diagnóstico vinha a promessa de respostas a muitas questões. Este sentimento de renascer não durou muito. Este conhecimento novo começou a parecer-me uma sentença de morte.

    (...) É vital que o diagnóstico de Autismo e Síndrome de Asperger se faça o mais cedo possível. Os problemas que surgem em médio e longo prazo podem prejudicar e levar a cabo uma estratégia. Com minha trabalhadora de apoio Diana, comecei a saber como iniciar e manter uma conversação e me senti como se houvesse escalado o Monte Everest com um piano nas costas. Isso é exatamente o esforço que representava para mim. Evolui muitíssimo como pessoa desde que fui diagnosticado.

    Comecei a trabalhar voluntariamente com a Sociedade Nacional de Autistas de Glasgow em 1998, com a esperança de que falando de minhas experiências, a qualidade de vida de todos nós autistas possa melhorar.

     (...) Sinto-me agora mais  "na onda", como os outros dizem, sem necessidade de ter que repetir-me e me vejo respondendo de maneira mais natural; uma mudança que muitos têm notado e comentado. Todos os que temos transtornos do tipo autista temos diferentes necessidades e por isso é vital escutar esses autistas e a suas famílias.

    Todo tipo de apoio deve reconhecer que embora o autismo seja uma parte muito importante do que eu sou, não é tudo o que eu sou. Pais e profissionais deveriam reconhecer que não somente nós podemos aprender com eles mas eles também podem aprender muito conosco.

    Trabalhando juntos, pais, profissionais e pessoas autistas têm um potencial de melhorar a qualidade de vida do indivíduo autista. Todos nós podemos ajudar a construir essas pontes.

 

William Rice é voluntário no National Autistic Society, Glasgow, Escócia

May 26

A Lista

A Lista
Oswaldo Montenegro


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você

Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver

Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

May 19

Chocolate meio amargo

Barra de Chocolate Meio Amargo 160g - Hershey´s
 Eu nem faço muita questão de saborear um chocolatezinho meio amargo, mas meus colegas de profissão andam comentando por aí que chocolate meio amargo contém anti-oxidantes e que, por isso, ajuda a proteger o core e as artérias; que ajuda a controlar diabetes e pressão alta; que melhora a circulação sangüínea; que comer chocolate durante a gravidez pode resultar em bebês mais felizes (tá tudo escrito na BBC) etc etc etc, de tanto falarem bem dele, se der bobeira eu como um tabletezinho, igual a esse aí encima, por dia.
 
Tá, eu sei que eu sou meio doida, pois o chocolate tem muita gordura e tals, mas eu como mesmo assim.
 
Ah, tem algumas pesquisas também ( só procurar na BBC) que dizem que 'Comer chocolate dá sensação mais forte que beijar' . O que você acha disso?
 
Obrigada pelo recado! Volte sempre!
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Bom dia, li seu perfil e achei bastante interessante, olhei tbm suas fotos. se vc quizer me add no msn ta aí wanderleyaraujolima@hotmail.com  moro na ilha do governador tbm... valeu
Nov. 20
Karla: estive aqui lendo seu site. Sua poesia e sua prosa tornam-se esceções às de tantas
pessoas que, inutilmente se enscrevem em uma página apenas para colocar seu  retratinho, suas
fotos de bichinhos e seu imenso vazio intelectual, tomando o espaço que poderia ser agregado
aos que, de fato, gostam de escrever. Parabéns, amiga, continue sem em frente. Abraços da
                 celina bittencourt.     Rio de Janeiro, 19 de maio de 2008.
May 19
QUE ME FAZEM SORRIR, CHORAR E REFLETIR