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Karla ReisEu, minhas idéias, devaneios, divagações e mais alguma coisa |
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LEITURAS (QUASE) DIÁRIAS
LIVROS QUE LI E RECOMENDO
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November 18 Um sentido(Karla Reis - 22/09/2004)
Há um vazio onde ecoam os sentimentos.
Todos aqueles que fazemos questão de esquecer e que são os mesmos a aparecer, que molham a nossa face e embargam nossa voz.
Aqueles que nos trazem as dores escondidas que o tempo tentou apagar.
De repente surgem todas e nos deixam como crianças carentes, desarmadas para o jogo da vida.
Apesar de todos sermos inocentes, pagamos um alto preço, às vezes o do desprezo, às vezes o do esquecimento.
Nos encontramos despidos de nós mesmos e de tudo o que tentamos construir, e procuramos, mesmo sem nunca encontrarmos, as respostas de tantas dúvidas.
Talvez, até mesmo, porque nós mesmos as tenhamos guardadas em algum lugar secreto, do qual jogamos a chave fora.
Será para que não nos machuquemos mais? Ou será que é para não machucarmos?
Quem saberá explicar?
Por enquanto continuo assim, até que a vida me descubra novamente. July 29 A Estrela
June 12 AutismoCONSTRUINDO PONTES: MINHA HISTÓRIA
(William Rice)
Desde o dia em que comecei minha vida escolar dei-me conta de que era diferente (...) Meu isolamento social era evidente desde cedo.
As dificuldades que tive para relacionar-me com os outros eram interpretadas pelos médicos como "é tímido, tem pouca segurança; não se preocupem, é uma fase, crescerá e mudará". Quando disse aos médicos e nutricionistas que só podia comer certas comidas pois minha língua era extremamente sensível, só encontrei descrédito. Disseram-me que estava passando uma fase e que mudaria.
Depois de 7 anos de relativa segurança na educação primária, a secundária foi uma experiência horrorosa e me provocou uma grande depressão, com numerosos pensamentos de suicídio. Ajuda-me, rogava, ajuda-me!. A resposta foram os tranqüilizantes. Tratando os sintomas mas, como sempre, ignorando a causa e evitando escutar o que dizia.
(...) Senti-me completamente alienado durante minha estada na universidade. Todos tinham suas vidas e eu não tinha nada.
(...) O filme "Rain Man", transmitido pela televisão um pouco antes de terminar a Universidade, deixou-me pensando se eu não seria autista. Foi como olhar para um espelho. Pude ver muito de mim em Dustin Hoffman . Disse a mim mesmo que minhas dificuldades não eram tão graves e que não poderia ser autista. (...) Li mais adiante sobre autismo e me dei conta então de que minhas dificuldades tinham uma explicação: autismo.
Os quatro anos seguintes entre a Universidade e meu diagnóstico foram um exercício de sobrevivência; (...) Finalmente, em novembro de 1996, depois de meu 25º aniversário tive a resposta que esperava: era autista.
Pela primeira vez em anos, tive esperança. Com o diagnóstico vinha a promessa de respostas a muitas questões. Este sentimento de renascer não durou muito. Este conhecimento novo começou a parecer-me uma sentença de morte.
(...) É vital que o diagnóstico de Autismo e Síndrome de Asperger se faça o mais cedo possível. Os problemas que surgem em médio e longo prazo podem prejudicar e levar a cabo uma estratégia. Com minha trabalhadora de apoio Diana, comecei a saber como iniciar e manter uma conversação e me senti como se houvesse escalado o Monte Everest com um piano nas costas. Isso é exatamente o esforço que representava para mim. Evolui muitíssimo como pessoa desde que fui diagnosticado.
Comecei a trabalhar voluntariamente com a Sociedade Nacional de Autistas de Glasgow em 1998, com a esperança de que falando de minhas experiências, a qualidade de vida de todos nós autistas possa melhorar.
(...) Sinto-me agora mais "na onda", como os outros dizem, sem necessidade de ter que repetir-me e me vejo respondendo de maneira mais natural; uma mudança que muitos têm notado e comentado. Todos os que temos transtornos do tipo autista temos diferentes necessidades e por isso é vital escutar esses autistas e a suas famílias.
Todo tipo de apoio deve reconhecer que embora o autismo seja uma parte muito importante do que eu sou, não é tudo o que eu sou. Pais e profissionais deveriam reconhecer que não somente nós podemos aprender com eles mas eles também podem aprender muito conosco.
Trabalhando juntos, pais, profissionais e pessoas autistas têm um potencial de melhorar a qualidade de vida do indivíduo autista. Todos nós podemos ajudar a construir essas pontes.
William Rice é voluntário no National Autistic Society, Glasgow, Escócia May 26 A ListaA Lista
Oswaldo Montenegro
May 19 Chocolate meio amargo![]() Eu nem faço muita questão de saborear um chocolatezinho meio amargo, mas meus colegas de profissão andam comentando por aí que chocolate meio amargo contém anti-oxidantes e que, por isso, ajuda a proteger o core e as artérias; que ajuda a controlar diabetes e pressão alta; que melhora a circulação sangüínea; que comer chocolate durante a gravidez pode resultar em bebês mais felizes (tá tudo escrito na BBC) etc etc etc, de tanto falarem bem dele, se der bobeira eu como um tabletezinho, igual a esse aí encima, por dia.
Tá, eu sei que eu sou meio doida, pois o chocolate tem muita gordura e tals, mas eu como mesmo assim.
Ah, tem algumas pesquisas também ( só procurar na BBC) que dizem que 'Comer chocolate dá sensação mais forte que beijar' . O que você acha disso? Obrigada pelo recado! Volte sempre!
QUE ME FAZEM SORRIR, CHORAR E REFLETIR
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